domingo, 15 de maio de 2011

Bahia de Feira derruba o Vitória e conquista o título de campeão baiano


O Davi venceu o Golias. De forma heroica, o Bahia de Feira bateu o Vitória no Barradão por 2 a 1 e conquistou o inédito título de campeão baiano. A equipe de Feira de Santana demonstrou desde os minutos iniciais que estava disposta a fazer história. Apesar de ter saído atrás no placar, o Tremendão manteve a determinação e, após dominar completamente o Leão no segundo tempo, chegou ao triunfo. Dentro do Barradão, o Bahia de Feira impediu o inédito pentacampeonato rubro-negro.
O herói do interior foi João Neto. O atacante, que pode trocar o Bahia de Feira pelo Vitória nos próximos dias, mostrou que a negociação não o desequilibrou psicologicamente. O atacante comandou as ações do time feirense e foi decisivo na partida: deu o passe para o primeiro gol e marcou o segundo.
Com a conquista do Tremendão, o título de campeão baiano volta para Feira de Santana após 42 anos. A última vez que a segunda maior cidade baiana havia conquistado o troféu foi em 1969, com o Fluminense de Feira. A pequena torcida do Tricolor do interior fez muita festa ainda no Barradão. Festa que, nas próximas horas, vai tomar as ruas de Feira de Santana.

O jogo
A partida começou bastante movimentada. Com a necessidade de vencer a partida, o Bahia de Feira começou com tudo e pressionou o Vitória desde os primeiros minutos. O Rubro-Negro sofreu uma baixa importante logo aos sete: Eduardo Neto, sozinho, sentiu um problema muscular e foi substituído por Léo.
Somente após os dez minutos, o Vitória chegou com perigo pela primeira vez. A partir daí, o jogo ganhou ares de uma grande decisão. O Leão passou a explorar o contragolpe, enquanto o Tremendão fazia o seu jogo. Porém, mesmo com o melhor futebol do Tricolor, foi o Vitória que chegou primeiro ao gol. Após um contra-ataque, Nikão foi derrubado na entrada da área. Geovanni bateu com muita categoria e abriu o placar.
Apesar da desvantagem inicial, o time do interior continuou com a mesma determinação. No entanto, enquanto se jogava com todas as forças ao ataque, o Bahia de Feira deixava a defesa desguarnecida - e o Rubro-Negro aproveitava as brechas. Aos 43, Elkeson entrou livre e, na cara do gol, conseguiu perder uma chance incrível.
O castigo chegou logo depois. No último lance do primeiro tempo, após um escanteio cobrado por Bruninho, João Neto desviou de cabeça e Allyson escorou para as redes de Viáfara.
Segundo tempo de domínio feirense
Após o gol no último minuto do primeiro tempo, o time do Bahia de Feira voltou para a segunda etapa cheio de vontade. O Vitória sentiu o gol e assistiu ao Tremendão jogar. Aproveitando a chuva que caía no Barradão, o Tricolor passou a sufocar o Rubro-Negro. Aos 21, João Neto recebeu um belo passe de Léo e, de bico, colocou o Bahia de Feira em vantagem. O gol deixou o Vitória completamente perdido em campo. Desesperado, Antônio Lopes mudou o time na tentativa de chegar ao empate, resultado que lhe daria o título.
Porém, quem via a partida acompanhava um verdadeiro baile do time feirense. O Vitória tentava chegar ao gol na base da raça, enquanto o Tremendão esbanjava técnica e, mesmo no gramado pesado do Barradão, tocava a bola com muita categoria. Com Rildo e Neto Baiano em campo, o Vitória passou a ser mais incisivo. Aos 34, Neto recebeu na cara do gol, e Jair operou um milagre.
Aos 36, um lance polêmico. Neto Baiano foi derrubado na área. Cléber Abade marcou pênalti. No entanto, o auxiliar Roberto Braatz assinalou impedimento no momento do passe. Abade voltou atrás e anulou a penalidade, confirmando a irregularidade no ataque rubro-negro.
A partida ganhou ares de drama. Por reclamação, o goleiro reserva do Vitória, Douglas, foi expulso. O clima era de tensão na arquibancada. A torcida do Vitória assistia diante dos seus olhos a uma reedição do filme de 2006, quando o time foi derrotado no Barradão pelo Colo-Colo. Na ocasião, o Vitória também deixou escapar o pentacampeonato estadual.
Após o apito final, a pequena torcida feirense fez a festa. Após fazer história, o Tremendão enfim pode entoar o sucesso, do xará Erasmo e do Rei Roberto Carlos, e afirmar de peito aberto: “Sou o bom! Sou o bom! Sou o bom!”

Cruzeiro joga no ataque do início ao fim e é recompensado com o título


Foi duro! Foi dramático! O futebol apresentado em Sete Lagoas não foi dos mais bonitos, mas valeu pela emoção. Principalmente para o torcedor do Cruzeiro, que lotou a Arena do Jacaré e fez a festa por todos os cantos de Minas Gerais. O placar de 2 a 0 devolveu o título de campeão mineiro à Raposa, que perdeu a primeira partida por 2 a 1. Os gols foram marcados por Wallyson, aos 30, e Gilberto, aos 42 minutos do segundo tempo.
A partida esteve indefinida até os 30 minutos do segundo tempo. Se o Atlético-MG mantivesse o empate, levaria o título para a Cidade do Galo. Porém, com uma proposta ofensiva muito bem definida pelo técnico Cuca, o Cruzeiro foi para cima e garantiu o resultado necessário.
A festa cruzeirense foi grande, diante de um estádio lotado apenas pelos azuis. Foi o 36º título estadual do Cruzeiro, que fica a quatro do principal adversário.
E foi também a vitória de uma equipe que se recuperou de uma derrota muito doída, diante do Once Caldas, da Colômbia, pela Taça Libertadores. Jogadores como Roger, Gilberto, Fábio, Marquinhos Paraná e Henrique mostraram espírito de luta e conseguiram se reerguer diante de todas as dificuldades.
Agora, o campeão mineiro muda o foco para o Campeonato Brasileiro. No próximo domingo, às 16h (de Brasília), o time enfrentará o Figueirense, em Florianópolis. O Atlético-MG, por sua vez, tentará a recuperação diante do Atlético-PR, novamente em Sete Lagoas, no sábado, às 18h30m.
Domínio inofensivo do Cruzeiro
O Cruzeiro começou a partida de forma alucinante. Com muita força na marcação, desde o setor de ataque, a equipe celeste colocou em apuros a defensiva do Atlético-MG. Thiago Ribeiro, com muita vontade, sempre dava o primeiro combate, facilitando a vida do meio-campo da Raposa.
Mas o Atlético-MG também era perigoso. Nos contra-ataques, com Mancini e Magno Alves, sempre pela direita, o Galo também incomodava bastante.
O Cruzeiro era mais ofensivo, mas esbarrava na boa marcação rival. Sem laterais de origem, o time celeste não chegava à linha de fundo e forçava o jogo pelo meio, facilitando a vida dos adversários. Os lances mais perigosos a favor da Raposa eram em jogadas de bola parada.
Aos 22 minutos, o Cruzeiro chegou com perigo ao gol de Renan Ribeiro. Marquinhos Paraná fez o cruzamento da direita, e Guilherme Santos, dentro da área, falhou ao tirar a bola. Roger, esperto, de carrinho, tocou para o gol, mas o goleiro atleticano fez uma grande defesa.
O Cruzeiro seguiu no ataque e se aproximava do primeiro gol. Aos 31 minutos, Renan Ribeiro saiu jogando errado e entregou a bola nos pés de Wallyson. O atacante, no entanto, vacilou na hora de bater e apenas fez o cruzamento, nas mãos do goleiro do Galo. Roger deu uma bronca incrível em Wallyson.
Na sequência, Mancini foi cobrar um escanteio e, assim como ocorreu com Wallyson na primeira partida, teria sido atingido por uma bateria de celular arremessada das arquibancadas. O juiz Wilson Luiz Seneme pegou o objeto e o entregou ao quarto árbitro.
O Cruzeiro foi melhor na primeira etapa, mas não conseguiu transformar em gol a maior posse de bola. O Galo, que jogava pelo empate, deixou o gramado satisfeito.
Ofensividade premiada
O técnico Dorival Júnior fez duas alterações no intervalo. O comandante alvinegro tirou Renan Oliveira e Mancini e colocou em campo Richarlyson e o jovem Cláudio Leleu. Mas o Cruzeiro, com o mesmo time, continuou dominando as ações.
O jogo se apresentou da mesma forma que no primeiro tempo. O Cruzeiro atacava, com dificuldades de penetrar na área adversária, e o Atlético-MG se defendia e buscava os contra-ataques, em lances isolados.
Aos 11 minutos, a melhor chance celeste até então. Gilberto dominou na entrada da área e tocou para Thiago Ribeiro. O atacante chutou cruzado, e a bola sobrou para Roger, que, de frente para o gol, bateu forte, mas à direita do gol de Renan Ribeiro.
O técnico Cuca, com a necessidade de vencer, fez uma alteração bastante ofensiva.  Sacou Everton do time e colocou o atacante André Dias. A intenção era dar mais força ao ataque, com um trio ofensivo bastante rápido.
Curiosamente, mesmo com três atacantes, o Cruzeiro caiu um pouco de rendimento. Nos contra-ataques, o Galo levava muito perigo. Aos 29 minutos, Magno Alves teve em seus pés o que seria, provavelmente, o gol do título alvinegro. Avançou sozinho com a bola dominada, enquanto os jogadores celestes pediam a marcação do impedimento. Porém, demorou demais, se enrolou ao tentar driblar Fábio e deu tempo para Victorino chegar a aliviar o perigo.
E o gol perdido custou caro. Um minuto depois, o Cruzeiro marcou. Quando tudo era favorável ao Atlético-MG, Wallyson assumiu para si a responsabilidade. O atacante pegou a bola pela esquerda do ataque, driblou dois marcadores e bateu forte, rasteiro, no canto direito de Renan Ribeiro.
O gol incendiou a torcida e caiu como um balde de água fria sobre os atleticanos. Atordoados, os jogadores não conseguiram criar boas chances de gol, enquanto o Cruzeiro foi com ímpeto a fim de matar o jogo. E num contragolpe rápido, Thiago Ribeiro driblou Serginho, que o derrubou e recebeu o segundo cartão amarelo, deixando o Galo com um a menos. Na cobrança, Gilberto chutou forte e deu números finais à decisão.
Mas ainda houve tempo para mais duas expulsões, ambas pelo lado cruzeirense. Gilberto, que havia recebido o amarelo na comemoração do gol, fez nova falta e foi para o vestiário mais cedo. E do lado de fora, o meia Roger festejava sem camisa com a torcida, já que havia sido substituído. Seneme parou o jogo, foi até o jogador e o expulsou.
Mas não adiantava mais nada. A festa em Sete Lagoas tinha uma só cor: o merecido azul da Raposa, melhor durante todo o campeonato.



Inter vence no Olímpico e conquista o Campeonato Gaúcho nos pênaltis


Que se dê fim, de maneira definitiva, ao mito falacioso que atribui debilidade técnica ao maior clássico do Rio Grande do Sul. Mais uma vez, Grêmio e Inter protagonizaram um clássico irresistível. Jogadores qualificados, muitos ataques nas duas áreas, dribles, gols, defesas espetaculares, falhas e indefinição até o último segundo de jogo fizeram do Gre-Nal disputado na tarde deste domingo, no Estádio Olímpico, um dos melhores da história recente desta rivalidade.
No tempo normal, o Inter venceu por 3 a 2. Lúcio abriu o placar para o Grêmio, mas Leandro Damião, Andrezinho e D'Alessandro - de pênalti - viraram o placar. Borges, faltando dez minutos para o fim, marcou o gol tricolor que levou a decisão do Campeonato Gaúcho para os pênaltis.
E nas cobranças o Inter foi melhor, vencendo por 5 a 4. Renan, que havia vacilado feio no segundo gol tricolor, redimiu-se ao fazer três defesas, em chutes de Willian Magrão, Lúcio e Adilson (Douglas, Rochemback, Lins e Rodolfo marcaram). Pelo lado colorado, falharam o artilheiro Damião e Kleber. D'Alessandro, Oscar, Bolatti, Nei e Zé Roberto - que mudou o rumo da partida ao substituir Juan - balançaram a rede e também contribuíram para o 40º título gaúcho do Inter, que aumentou a vantagem sobre o rival (que tem 36).
Supremacia tricolor

Com titulares importantes retornando de problemas físicos - Victor, Lúcio e Vilson - e também com Adilson liberado após cumprir suspensão, Renato Gaúcho não inventou. Para preservar a vantagem conquistada com a vitória de 3 a 2 no Gre-Nal do Beira-Rio, o treinador do Grêmio escalou a equipe no seu usual 4-4-2, com meio-campo em losango.
Precisando vencer por pelo menos dois gols de diferença, Falcão mudou a estrutura tática do Inter. Ele sistematizou a equipe colorada no 4-3-2-1, com o zagueiro Juan na lateral esquerda. Guiñazu foi o primeiro volante, tendo à frente Bolatti e o lateral Kleber improvisado no meio, mais D'Alessandro e Andrezinho aproximando-se de Leandro Damião.
Mesmo com a tranquilidade do placar vitorioso do clássico anterior, foi o Grêmio que assumiu o controle da posse de bola. De início, as chances partiram das faltas laterais. Mas aos 15 minutos a pressão transformou-se em comemoração.
Douglas lançou Lúcio de forma primorosa. A bola encobriu a linha defensiva colorada e encontrou o camisa 11 tricolor absolutamente livre, em condições legais garantidas pelo atraso de Índio em se adiantar. E com tranquilidade Lúcio desviou de Renan para marcar: 1 a 0. Quatro minutos depois, quase saiu o segundo, mas o goleiro do Inter salvou atirando-se aos pés de Viçosa.
Supremacia colorada

Tamanho o domínio em campo, que os gremistas se empolgaram na arquibancada. Mal passavam 25 minutos, e os tricolores gritavam "olé". A resposta de Falcão foi imediata, com a substituição do zagueiro Juan pelo meia-atacante Zé Roberto.
Aos 30, na primeira jogada de Zé Roberto, o Inter empatou. Pelo lado esquerdo ele levou o Inter à frente. A bola sobrou para Leandro Damião, que em restrito espaço conseguiu girar e bater de esquerda. Não havia, praticamente, ângulo. Mas Damião fez a bola contrariar as leis da física, vencendo Victor: 1 a 1.
Ainda em vantagem, o Grêmio passou a apostar nos contra-ataques, e o Inter recuperou a posse de bola perdida no início do jogo. De tanto insistir, principalmente sobre o lado esquerdo gremista - com Zé Roberto, Bolatti e Nei sobre Gilson, com problemas na cobertura - a virada chegou.
Após escanteio, Andrezinho apanhou o rebote e com muita categoria superou Victor: 2 a 1 para o Inter, aos 45. Curiosamente, Andrezinho mancava, com problemas físicos provocados por uma falta sofrida pouco antes do gol. Mesmo assim, conseguiu chutar para o gol da virada. Como um Saci, o mascote do Inter, fez o gol com um pé só.
Virada para o título

Andrezinho até retornou do vestiário, mas logo no início do segundo tempo não suportou as dores e foi substituído por Oscar. Com ainda mais velocidade na transição ofensiva colorada, Grêmio e Inter alternaram-se em ataques tanto quanto São Pedro variou as condições climáticas do Gre-Nal, disputado sob sol, chuva, mais sol, chuva de novo...
Em ambiente saturado de tensão, o Gre-Nal passou à imprevisibilidade total. Ninguém ousaria adivinhar o que estaria por vir. O Inter insistia, o Grêmio contra-atacava, mas nenhuma boa oportunidade foi criada. Até os 27 minutos.
Vilson contorcia-se no gramado, sentindo dores. Mas não quis deixar o campo amparado pela maca. Desta forma, o árbitro Leandro Vuaden autorizou a cobrança de um lateral pelo Inter. Desorganizada, a defesa do Grêmio não esperava o reinício do jogo de forma tão rápida.
E Zé Roberto recebeu livre, invadiu a área e foi parado pelo goleiro Victor, em pênalti claro. Na cobrança, dois minutos depois, D'Alessandro marcou: 3 a 1 para o Inter, resultado que seria suficiente para a conquista do título estadual.
Falha leva aos pênaltis
D'Alessandro nem havia cobrado o pênalti, e Renato Gaúcho já contava com o gol do Inter. Tanto que, simultâneo à marcação sobre Zé Roberto, o treinador convocou os atacantes Lins e Borges. Ambos substituíram Leandro e Viçosa, e o Grêmio retomou aquela pressão arrefecida desde o empate colorado, lá no primeiro tempo.
A torcida do Inter cantava sozinha, frente a um estarrecido Estádio Olímpico em silêncio. Quem diria que seria um jogador colorado o responsável pelo retorno da alegria no lado azul da arquibancada? Aos 35, Douglas cruzou na área, Renan saltou e segurou a bola, mas na queda soltou-a. Livre, sem goleiro, Borges marcou para o Grêmio: 3 a 2 para o Inter, placar que levou a decisão do Campeonato Gaúcho aos pênaltis.
PênaltisInter campeão

Douglas abriu a série marcando 1 a 0 para o Grêmio. D'Alessandro empatou em belíssimo chute. Na segunda sequência, Renan parou Willian Magrão, defendendo no canto direito. Mas Victor, companheiro de Seleção de leandro Damião, também bloqueou a cobrança do centroavante colorado.
Rochemback recolocou o Grêmio à frente. E Victor foi novamente brilhante ao defender o chute de Kleber, deixando o Grêmio com 2 a 1. Antes da euforia tricolor, entretanto, Renan também defendeu o chute de Lúcio. Logo depois, Oscar empatou em 2 a 2.
Lins, com uma conclusão no meio do gol, deixou o Grêmio na frente. E Bolatti determinou a igualdade que levou a decisão às cobranças alternadas. Rodolfo fez para o Grêmio, Nei para o Inter, Adilson errou, e Zé Roberto, o melhor em campo, o jogador que mudou a cara da partida, deu o título para o Inter.
Próximos jogos

Grêmio e Inter estreiam no Brasileirão no próximo final de semana. Sábado, dia 21, o Inter enfrenta o Santos na Vila Belmiro. E no domingo o Grêmio recebe o Corinthians, no Olímpico.

Com direito a drama no fim, Peixe conquista o bi em cima do Timão


Foi dramático, como final normalmente é. Chuva fina, campo molhado, falhas de goleiros. Nervosismo, tensão e, finalmente, explosão. O Santos é bicampeão paulista. Um título histórico, o primeiro conquistado em uma decisão de fato na Vila Belmiro. E mais especial ainda para os santistas: em cima do Corinthians, o maior rival. A vitória por 2 a 1, neste domingo, deu ao Peixe seu 19º título estadual e confirmou a vocação vitoriosa da nova geração de Meninos da Vila, capitaneada por Neymar.
O primeiro tempo foi do Santos. Não por acaso, o time da casa abriu o placar aos 16 minutos, com Arouca. Ele mesmo, o volante que não marcava desde o dia 30 de outubro de 2008, quando garantiu a vitória do Fluminense sobre o Figueirense, por 1 a 0, no Campeonato Brasileiro. Durante a semana, o volante chegou a dizer que sonhava marcar seu primeiro gol com a camisa branca numa final de campeonato. Profecia realizada.
Antes desse gol, o Peixe já havia chegado perto aos sete minutos, em um chute cruzado de Léo. O Corinthians, embora tivesse mais a bola, tinha dificuldades para criar jogadas. Liedson, isolado, saía demais da área. Jorge Henrique e Dentinho mal foram vistos em campo, presas fáceis para a ótima marcação santista. Aos 20 minutos, preocupação para o Santos. Jonathan correu para fazer uma cobertura e sentiu uma fisgada na coxa direita. Foi substituído por Pará. O nível do time não caiu.
Adriano, leão de chácara da zaga praiana, não deixou Bruno César em paz. Ganhou todas as dividas e mostrou rapidez de raciocínio nas antecipações. Com isso, o Santos passou a criar muitas chances. Aos 34, Arouca acertou a trave com uma bomba de pé direito, aproveitando rebote numa cobrança de escanteio. Acuado, o Corinthians apelava para chutões em direção da área. Sem sucesso. Tanto que Rafael terminou o primeiro tempo sem praticar defesas difíceis.
A marcação santista era eficiente também porque Alan Patrick e Zé Eduardo voltavam para batalhar a bola, dando um refresco aos volantes. Neymar, mais à frente, driblava de um lado para o outro e dava bons passes, como o que acertou aos 39 para Alan Patrick. A bola veio por cima e o meia tentou completar de primeira. Mandou por cima do gol.
Nas arquibancadas, os torcedores do Santos empurravam o time criando um ambiente que misturava alegria e tensão. Os corintianos, em minoria, chegaram a se calar no momento do gol santista, mas passaram a cantar, empurrando o time para a virada. Era o Peixe, porém, quem estava mais perto do segundo.
Aos 43, Neymar apareceu livre pela esquerda. A zaga corintiana parou pedindo impedimento. A arbitragem mandou o lance seguir. O astro santista chegou de frente para Julio Cesar e não conseguiu concluir bem. Tentou um chute no vácuo, no estilo do palmeirense Valdivia, balançou o corpo, mas o camisa 1 do rival se manteve parado. Numa última tentativa, Neymar buscou o vão entre as pernas do corintiano, mas errou o alvo. A bola bateu no adversário e saiu.
Corinthians tenta apertar, mas Santos se segura
Novamente, o Corinthians passou a maior parte do tempo com a bola na etapa complementar. Rondou mais a área santista, trocou mais passes, mas tinha extrema dificuldade até para dominar a bola. Jorge Henrique não conseguia se aproximar de Liedson, que, sozinho, lutava no meio dos defensores santistas. A única chance mais clara para a equipe visitante saiu aos 14 minutos, quando Willian pegou rebote da zaga e emendou um tiro forte de direita. Rafael espalmou para a frente. Durval completou o corte.
O Santos, retraído, tentava encaixar um contra-ataque. Faltava, porém, alguém para acertar o passe final. Alan Patrick não conseguia dar sequência aos lances. Neymar, sozinho à frente, corria de um lado para o outro, só via a bola chegar pelo alto. Elano, que poderia armar, estava atuando como volante. Na única vez que o craque conseguiu dominar a bola, levou perigo. Ele recebeu pela esquerda e veio cortando para o meio. Rolou para Elano, que entrava livre. O chute, rasteiro e cruzado, foi para fora.
O jogo se tornava perigoso para o Santos. Preso demais lá atrás, a equipe de Muricy Ramalho apenas se segurava. A chuva apertou, o que deu uma maior carga de dramaticidade à partida.
À medida que o tempo passava, a pressão corintiana aumentava. O Timão se lançava inteiro para o ataque, abrindo enormes espaços para o Peixe revidar. Os atacantes do time da Baixada, porém, estavam extenuados. De repente, Neymar. Aos 38, ele recebeu pela esquerda, arrancou em velocidade. Mas, cansado, arrematou bem fraco. O chute, rasteiro e colocado, morreria fácil nas mãos de Julio Cesar. No entanto, o goleiro, em um lance de extrema infelicidade, deixou a bola escapar. Ela demorou eternos segundos para ultrapassar a linha, caprichosa, dramática, para fazer a Vila Belmiro explodir.
A torcida santista já gritava "é campeão", mas o jogo ainda não havia acabado. Aos 41, foi a vez de Rafael falhar. O goleiro, que estava seis jogos sem sofrer gols, saiu mal e Morais aproveitou, diminuindo a vantagem santista. Não havia tempo para mais nada porém. O Alvinegro se segurou lá atrás e esperou o apito final para comemorar o título.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Com duas falhas do goleiro, Peñarol sai na frente do Universidad Católica


A noite desta quarta-feira foi de festa para a torcida do Peñarol. Além de praticamente lotar o histórico e grande estádio Centenário, em Montevidéu, os uruguaios voltaram para casa vibrando muito com a suada vitória por 2 a 0 sobre o Universidad Católica, pelas quartas da Taça Libertadores da América. O goleiro Paulo Garcés, que falhou em duas oportunidades, foi o grande responsável pela derrota da equipe chilena. As equipes voltam a se enfrentar na próxima quinta-feira, no estádio San Carlos de Apoquindo, no Chile.
O vencedor do confronto vai enfrentar na semifinal quem passar de Libertad (PAR) e Vélez (ARG). Na outra chave das quartas há um brasileiro (Santos), um colombiano (Once Caldas), um mexicano (Jaguares) e um paraguaio (Cerro Porteño).
Antes de começar o jogo, a torcida do Peñarol fez uma bela festa no estádio Centenário, que estava praticamente lotado. Além de cantar alto, um grande foguetório foi feito na entrada da equipe em campo. E, como não poderia ser diferente, o time começou pressionando o Universidad Católica. Logo aos três minutos, Alejandro Martinuccio recebeu belo passe dentro da are e cruzou. A bola passou por todo mundo e foi saindo lentamente pela lateral.

Mais técnico, o Universidad Católica não se abateu. Começou a equilibrar as iniciativas e chegou com perigo aos 13. Fernando Meneses tabelou com Lucas Pratto, entrou na área e finalizou no canto. A bola passou raspando o gol de Sebastián Sosa. Mesmo com a torcida contra, o time chileno parecia que estava jogando em casa. O Peñarol usava os contra-ataques.

Mesmo pior em campo, os uruguaios aproveitaram uma falha do adversário e abriram o placar aos 39. Após um cruzamento de Luis Aguiar, o goleiro Paulo Garcés chocou-se com o zagueiro do próprio time e soltou a bola nos pés de Oliveira, que só teve o trabalho de tocar para as redes.

Católica é melhor no segundo tempo, mas goleiro falha outra vez
Como no primeiro tempo, o Universidad Católica começou a segunda etapa dominando a posse de bola. Até os dez minutos, o time chegou com mais intensidade ao gol do Peñarol, mas não conseguiu levar muito perigo. De tanto pressionar, o time chileno quase empatou aos 15. Lucas Pratto aproveitou cruzamento e bateu de voleio, mas o experiente zagueiro Guilhermo Rodriguez estava bem posicionado e salvou em cima da linha.

O Peñarol recuou e esperava a falha do Universidad para puxar o contra-ataque. Aos 30, Luis Aguiar roubou a bola, avançou pelo meio e chutou forte. O goleiro Paulo Garcés se esticou todo para espalmar a bola que entraria no cantinho. A resposta chilena veio aos 38. Felipe Gutierrez chegou na entrada da área, viu o goleiro adiantado e tentou por cobertura. A bola passou raspando o travessão.

Faltando um minuto para o fim, houve um lance polêmico. O atacante Lucas Pratto, do Universidade, caiu na área pedindo pênalti, mas o árbitro argentino Héctor Baldassi ingnorou. Após o lance, o Peñarol chegou ao segundo gol de uma forma inesperada. A zaga deu um chutão para frente, o goleiro Paulo Garcés não conseguiu segurar a bola e soltou nos pés de Alejandro Martinuccio.

Eto’o garante no campo, e Inter vai à final da Copa. Torcida xinga Gattuso


O time respondeu no campo e a torcida na arquibancada. Após ver o rival Milan conquistar o título do Campeonato Italiano, no último sábado, e ser eliminado na semifinal da Copa da Itália para o Palermo, na terça, o Inter de Milão jogou como amigo do regulamento, empatou com o Roma, por 1 a 1, no Giuseppe Meazza, e garantiu um lugar na decisão do dia 29 de maio por ter vencido o jogo de ida, na capital, pelo placar mínimo.
O gol de Eto’o aos 12 minutos do segundo tempo deixou os torcedores eufóricos, que não se abalaram nem com o empate de Borriello, aos 38. Eles levaram uma faixa ao estádio que respondia às provocações do volante Gennaro Gattuso contra o técnico brasileiro Leonardo, durante a comemoração do scudetto. Na ocasião, o italiano entrou na onda da torcida ao chamar o ex-treinador de “homem de m.”.
– E que homem você é? – dizia a faixa feita pela torcida, que também xingou Gattuso durante o tempo normal de “homem de m.”.
A vitória foi ainda mais marcante para o argentino Javier Zanetti, de 37 anos, que chegou aos 1.000 jogos como profissional. Ao todo, o capitão disputou 33 jogos pelo Talleres, 66 pelo Banfield e 749 peo Inter de Milão, onde atua desde 1995, além das 12 aparições pela seleção sub-23 da Argentina e 140 pelo time principal de seu país.
Ídolo do clube, Zanetti conquistou cinco Italianos, uma Liga dos Campeões, um Mundial de Clubes, uma Copa da Uefa, quatro Supercopas da Itália e, por enquanto, três Copas da Itália. O Internazionale soma seis e pode encostar nos líderes Roma (9) e Juventus (9) caso derrote o Palermo no Olímpico de Roma, um dia depois da final da Liga dos Campeões.
Como de costume, a partida contou com muitos brasileiros. Os mandantes tiveram Julio César, Maicon e Lúcio como titulares, além de Thiago Motta no segundo tempo. Philippe Coutinho, que marcou pela primeira vez com a camisa nerazzurra no último domingo, ficou no banco de reservas do time de Leonardo. Doni, que tentou um gol de herói nos acréscimos da partida, Juan e Fábio Simplício representaram os visitantes.

Sem ser brilhante, Barcelona empata com o Levante e conquista o tri


O Barcelona precisou apenas de um empate nesta quarta-feira, em Valência, para levantar o tri do Campeonato Espanhol com duas rodadas de antecedência. O time catalão ficou no 1 a 1 com o Levante, fora de casa, e levantou o 21º título nacional de sua história (o arquirrival Real Madrid tem dez a mais). Os gols da partida foram marcados por Keita, para os visitantes, e Caicedo. A partir de agora, o foco de Messi, Xavi, Iniesta & cia é a final da Liga dos Campeões, no dia 28, contra o Manchester United, em Wembley, na Inglaterra.
Diferentemente de toda a temporada, o Barcelona, que chegou a 92 pontos e não pode ser mais alcançado pelo time merengue (segundo colocado, com 86), brilhou pouco no jogo que garantiu mais uma taça. Pode-se dizer que a equipe comandada por Pep Guardiola jogou para o gasto. Lionel Messi, por exemplo, artilheiro do time no Campeonato Espanhol, com 31 gols, só acordou no segundo tempo com belas jogadas e uma bola na trave.
Se ainda tem dez conquistas a menos que o Real, pelo menos na temporada 2010-2011 o Barça leva vantagem sobre o rival. Os últimos meses ficaram marcados pela disputa entre as equipes, principalmente pelos treinadores Guardiola e José Mourinho às vésperas dos confrontos pela Liga dos Campeões e pela Copa do Rei, conquistada pelos merengues após triunfo por 1 a 0. No Campeonato Espanhol, o time catalão venceu o clássico do primeiro turno, no Camp Nou, por 5 a 0. Na volta, no Santiago Bernabéu, empate por 1 a 1. E, na Champions, eliminou o Real garantindo uma vaga na decisão.
Na tabela de artilheiros, Cristiano Ronaldo leva vantagem sobre Lionel Messi. Enquanto CR7 tem 36 gols e está em busca do recorde de Hugo Sánchez, que marcou 38 vezes em 1990, defendendo o mesmo Real Madrid, o hermano permanceu com 31. No entanto, contando todas as competições da temporada, o argentino tem 52 tentos contra 49 do português.
Primeiro tempo morno e de pouca ação do Barça
No primeiro tempo, o Barcelona jogou visivelmente para o gasto. Sem Iniesta, poupado, Pep Guardiola optou pela entrada de Affelay no meio-campo. Com o título praticamente garantido, o time esperou mais os rivais do que partiu para o ataque para tentar sacramentar a conquista. As primeiras chances de perigo foram dos donos da casa.
Aos 17, Caicedo fez boa jogada pela lateral do campo e cruzou para Nadal. O espanhol chutou de primeira e a bola passou rente ao gol de Valdés. No lance seguinte, aos 20, Xavi Torres aproveitou bobeada da zaga do Barcelona e ficou de frente para o gol de Valdés. A finalização saiu errada e passou perto do gol do time catalão.
Na primeira do Barça, bola na rede. Aos 27, Xavi fez um lindo lançamento para Keita. O malinês subiu mais do que o defensor rival e testou para abrir o marcador. O resultado era mais do que suficiente para o título. Com o tento, a equipe voltou a tocar a bola, sem arriscar muito. E foi aí que o Levante chegou ao empate.
Aos 40, Piqué falhou feio na hora de cortar o lançamento e se enrolou com o goleiro Valdés. Caicedo levou a melhor, aproveitou a bobeada para roubar a bola e tocar para o fundo da rede. Tudo igual no Cidade de Valência.
Messi quase marca, Barça fica no empate e garante o título
Na etapa final, o Barcelona voltou mais disposto a matar a partida. E para a alegria dos torcedores que compareceram ao estádio, Lionel Messi deu o ar de graça em dois lances mágicos. No primeiro, aos 12, o argentino passou por três defensores e ficou de frente para o goleiro Munúa. O hermano deslocou o arqueiro, mas acertou a trave.
No lance seguinte, aos 27, Messi recebeu pelo lado direito, passou por dois adversários, avançou para o meio e chutou prensado. A bola passou rente à trave de Munúa. Quase o segundo gol do Barcelona.
Após o apito final, festa do time catalão, que viajou a Valência com todos os atletas do elenco e toda a comissão técnica. Tudo sob o olhar atento de Martin Ferguson, irmão de Alex Ferguson, técnico do Manchester United, adversário do Barcelona na final da Liga do Campeões. Após a segunda conquista na temporada (Supercopa e Campeonato Espanhol), a luta agora é pela Champions.
Almeria é o primeiro rebaixado no Campeonato Espanhol
Com o empate por 0 a 0 com o Villarreal, em casa, o Almeria se tornou a primeira equipe rebaixada à Série B do Campeonato Espanhol. A equipe ainda tinha esperanças de lutas nas últimas rodadas, mas acabou sucumbindo. O time conta com os seguintes brasileiros: o goleiro Diego Alves, ex-Atlético-MG, e o zagueiro Michel, ex-São Caetano.
Confira a 36ª rodada completa:*Horários de Brasília
Terça-feira
Deportivo La Coruña 2 x 1 Athletic Bilbao
Málaga 2 x 0 Sporting Gijón
Racing Santander 2 x 1 Atlético de Madri
Real Madrid 4 x 0 Getafe
Quarta-feira
Almería 0 x 0 Villarreal
Levante 1 x 1 Barcelona
Real Sociedad 2 x 1 Zaragoza
Espanyol 2 x 2 Valencia
Hércules 2 x 2 Mallorca
Osasuña 3x2 Sevilla