quinta-feira, 28 de abril de 2011

Coritiba bate Caxias e atinge recorde nacional de vitórias seguidas


O Coritiba versão 2011 é o time com mais vitórias consecutivas na história do futebol brasileiro. Mesmo sem repetir suas melhores atuações da temporada, o Coxa bateu o Caxias por 1 a 0, no Estádio Centenário, em Caxias do Sul, alcançando o recorde de 22 triunfos seguidos, superando assim o Palmeiras de 1996, com quem dividia a honraria.
Com a magra vitória em terras gaúchas, o Coritiba manteve ainda os 100% de aproveitamento na atual edição da Copa do Brasil, além de confirmar a classificação par as quartas-de-final. O próximo adversário dos paranaenses na competição será o próprio Palmeiras, e o primeiro jogo está marcado para o Couto Pereira, na próxima quinta-feira, às 19h30m.
Antes disso, um time misto do Coxa, que perdeu o atacante Marcos Aurélio por pelo menos 45 dias, tentará manter a invencibilidade na despedida do Campeonato Paranaense, domingo, às 16h, diante do Cianorte, também no Couto Pereira. O jogo marcará a festa pelo bicampeonato estadual, conquistado por antecipação na vitória sobre o Atlético-PR, no último domingo. Já o Caxias só volta a campo para a disputa da Série C do Brasileirão, que começa em 16 de julho.
Em desvantagem, Caxias parte para o ataque
Com apenas um marcador no meio-campo, o Caxias partiu para o abafa, mas sem levar maior perigo à meta defendida por Edson Bastos. Ao Coritiba, cabia responder nos contra-ataques e nas cobranças de falta alçadas à área. E foi em uma delas que os visitantes quase ampliaram a já folgada vantagem obtida com a goleada por 4 a 0 no jogo de ida. Léo Gago lançou da intermediária e Leonardo desviou de cabeça, de costas para o gol, exigindo boa defesa de Mateus, em bola que entraria no ângulo esquerdo do goleiro, aos 14 minutos.
Três minutos depois, Everton bateu fraco, de fora da área, e Edson Bastos encaixou com tranquilidade. No lance seguinte, Leonardo deu o troco da mesma maneira, a bola quicou no gramado e quase surpreendeu Mateus, que defendeu em dois tempos.
Aos 21 minutos, em jogada ensaiada na cobrança de escanteio, Cleiton surgiu por trás da zaga para cabecear forte, rente ao travessão. Seis minutos depois, Everton invadiu a área e tocou na saída de Edson Bastos, mas a arbitragem assinalou impedimento. Aos 29, Leonardo cabeceou em cima da zaga e perdeu outra boa chance de abrir o marcador para o Coxa.
Aos 45 minutos, o Caxias quase marcou em um lance incrível. Gerley bateu cruzado, da esquerda, para dentro da área e a bola passou por vários jogadores das duas equipes, saindo pela linha de fundo, rente à trave do lado oposto. Nos acréscimos, Anderson Aquino ainda desperdiçou um lance na pequena área, dominando e batendo por cima, pressionado pela marcação. Foram os dois lances mais perigosos da etapa inicial, em que o Caxias ainda reclamou de dois pênaltis não marcados pela arbitragem.
Jogo arrastado e recorde nacional
Mal o jogo recomeçou, O Coritiba chegou novamente com perigo. Jonas cruzou para Leonardo, que bateu fraco para o gol, desequilibrado pela chegada do marcador. Aos sete, Pedro Henrique bateu de longe, rente à trave esquerda de Edson Bastos. A resposta veio com Léo Gago arriscando de fora da área, para boa defesa de Mateus, que evitou o primeiro gol do volante na temporada.
Leonardo perdeu um gol certo aos 13 minutos. Sozinho na área, o atacante demorou a concluir e chutou em cima do goleiro, que fechou bem o ângulo. Tendo uma missão praticamente impossível pela frente, o Caxias se desanimou e alguns atletas demonstraram cansaço. O Coxa também cadenciou o ritmo e com isso as chances rarearam.
Em uma delas, Rafinha bateu falta na medida para Emerson desviar para as redes, de cabeça, abrindo o marcador aos 27 minutos. Depois disso, a arbitragem ignorou pênalti em cima de Jonas e assinalou impedimento inexistente no lance em que Lima marcou o que seria o gol de empate dos gaúchos. No fim, até o goleiro Mateus foi para o ataque em busca do gol, mas em vão.

Vencer por 1 a 1: empate com Peñarol aproxima Inter das quartas


Há noites em que é preciso vencer por 1 a 1. Há jogos em que uma bola mascada, desviada na zaga, vale mais do que golaço do meio-campo. Há situações em que uma igualdade tem sabor de doce de leite uruguaio, é apetitoso feito uma carne do Pampa. Chamar de empate o que aconteceu nesta quinta-feira, em um Centenário enlouquecido com a torcida do Peñarol, é simplificar a importância (e a sorte!) do Inter. Valeu como vitória esse 1 a 1 em Montevidéu.
Valeu muito, em grande parte, porque o Inter não teve uma atuação das melhores. No primeiro tempo, foi muito mal. Na etapa final, renasceu. Corujo fez o gol do Peñarol. Leandro Damião marcou para o Inter.
O resultado aproxima o time de Paulo Roberto Falcão das quartas de final da Libertadores da América. Basta uma vitória na próxima quarta-feira, no Beira-Rio. Até o empate, desde que por 0 a 0, serve. Os carboneros buscam a vitória ou empate por mais de dois gols. Novo 1 a 1 leva a decisão aos pênaltis. O classificado enfrentará Grêmio ou Universidad Católica nas quartas.
Antes, o Inter tem um Gre-Nal certo, mas pelo Gauchão. No domingo, decide o returno do Estadual no Beira-Rio.
Grandeza contra um grande
No meio daquela imensidão em amarelo e preto, uma faixa avisava: “Simplesmente o maior”. Perto dela, havia outra: “Muitos são grandes. Só um é gigante”. Ali estava o resumo de um clube em busca do repeteco de seus melhores tempos. A multidão que foi ao Centenário tinha um plano em comum: apoiar os carboneros contra o atual campeão da América. No primeiro tempo, deu certo. O Peñarol foi superior e, com justiça, abriu 1 a 0.
A beleza da entrada do time uruguaio em campo, com a torcida em surto, soltando rojões, ligando sinalizadores, foi proporcional às dificuldades do Inter na etapa inicial. Problemas, problemas e mais problemas: a zaga começou o jogo titubeante e jamais deixou de ceder espaços, quase sempre por seu lado direito; o meio foi caçado com eficiência; o ataque pouco produziu. Apesar de não ter sofrido uma daquelas pressões incessantes, que avisam que um gol sairá a qualquer piscar de olhos, o Inter parecia dar um sinal de que, paciência, acabaria vazado. O duro é que poderiam ter saído outros gols.
Renan fez milagres de dar inveja a todos os santos uruguaios. Em cruzamento para a área, Dario Rodríguez errou em bola de cabeça. Martuccio concluiu, e o goleiro abafou para, na sobra, Pacheco emendar com força, com precisão, com toda a pinta de gol. E Renan espalmou. Incrível. O Centenário não podia crer.
O Peñarol seguiu insinuante, muitas vezes com Mier, meia habilidoso, outras tantas com Corujo, de boa chegada. O Inter retrucou com chutes de longe: um cruzado de Rafael Sobis, dois de Nei, uma falta de Andrezinho. Pouco, muito pouco, bem menos do que a jogada arquitetada pelos carboneros no terço final da etapa. Martinuccio apareceu pela esquerda, livre, e mandou para a área. Corujo, com uma solidão incompatível com a pequena área, desviou para o gol. Não teve Renan que salvasse. Paulo Roberto Falcão, quase como um reflexo, olhou para o relógio. Eram 36 minutos.
Falcão buscou soluções. Mas a marcação do Peñarol foi mais eficiente do que a movimentação colorada. D’Alessandro começou o jogo pela esquerda, depois foi para a direita, invertendo com Andrezinho, e aí acabou pendendo de novo para o outro lado. Foi sempre caçado. Por falar em caça, Valdez poderia ter sido expulso por falta cometida em Leandro Damião. Era chance clara de gol. Ele levou só o amarelo.
Santo Damião
O time colorado saiu de campo no primeiro tempo sob gritos da torcida vermelha, presente em bom número no Centenário. Gritos de incentivo. Enquanto ouvia a torcida urrar “Inter, Inter, Inter”, Falcão já pensava no que fazer. E decidia chamar Oscar.
O guri entrou no lugar de Rafael Sobis, discreto no primeiro tempo. O técnico tentou deixar o time mais insinuante na frente. O Peñarol quase aumentou em gol olímpico, mas o Inter também ameaçou, em chute de D’Alessandro, após tabelamento com Bolatti.
Era um jogo estudado, parelho, indefinido, que passava a impressão de precisar de um lance inusitado para ter novo gol. E teve. Oscar armou jogada aos 20 minutos. O lance chegou até Leandro Damião. O chute foi de longe, com desvio fundamental da zaga. A bola encobriu o goleiro Sosa. Por um segundo, todo o Centenário fez silêncio. Gol do Inter!
O estádio entrou em luto. Quase todo, na verdade. “Inter do meu coração”, cantava um pedaço dele. O empate fazia o time brasileiro se sentir em casa. Quanto alívio. Se não foi exatamente justo, azar do Peñarol. Era um resultado que valia ouro!
Os uruguaios sentiram o gol. Não tiveram a mesma vibração. Arriscaram a gol, tiveram escanteios, mandaram bolas na área, mas sem sucesso. Com a torcida irada com o árbitro Carlos Torres, o jogo caminhou até seu final. Grande vitória do Inter. Por 1 a 1...

Diretoria do Grêmio dispensa meia-atacante Carlos Alberto

Ao final da tarde desta quinta-feira o meia-atacante Carlos Alberto foi dispensado pela diretoria do Grêmio. : - A dispensa está feita. O que estamos tentando fazer agora é um acordo com o empresário dele.





Vicente Martins referia-se a Carlos Leite, empresário de Carlos Alberto, com quem o Grêmio negocia os parâmetros burocráticos e financeiros da rescisão contratual. O meia-atacante atuava no clube gaúcho emprestado pelo Vasco, desde o início do ano, por uma temporada.
Procurados para falar sobre a dispensa, nem Carlos Alberto nem o empresário Carlos Leite atenderam a reportagem. Os telefones de ambos permaneceram desligados.
Segundo Rodrigo Caetano, diretor executivo do Vasco, Carlos Alberto não retornará ao clube carioca.
- Para o Carlos Alberto retornar, precisa haver concordância do Vasco. Nosso momento é de pensar em outras coisas e resolver os nossos problemas. Ele não retorna ao Vasco - afirmou.
Desde sua chegada ao Grêmio, Carlos Alberto envolveu-se em uma série de polêmicas, dentro e fora de campo. Se na apresentação contestou a fama de 'bad boy' - em 07 de fevereiro - aos poucos a imagem herdada do passado recente acabou se confirmando.
Primeiro, ele discutiu via Twitter com o centroavante Leandro Damião, que ironizara uma vitória do Grêmio na comemoração de um gol colorado.
Depois, para responder ao centroavante do Inter, imitou o goleiro Kidiaba do Mazembe - equipe africana que eliminou o rival gremista no Mundial de Clubes de 2010 - Carlos Alberto acabaria se desculpando, em seu blog, pela discussão no Twitter.
Durante os jogos, mostrou-se muito irritado. Na derrota para o Cruzeiro,recebeu cartão vermelho e viu o técnico Renato Gaúcho, em sua defesa, também ser expulso.
No final de abril, alegando problemas particulares, Carlos Alberto recebeu da diretoria e da comissão técnica autorização para permanecer no Rio de Janeiro durante uma semana, até que tudo se resolvesse. Após a dispensa de sete dias, reapresentou-se e demonstrou irritação com notícias a respeito de sua ausência - discutindo com um repórter na sala de imprensa do Estádio Olímpico.
A última polêmica pública foi uma suposta alfinetada no goleiro flamenguista Felipe, também via Twitter, negada depois por ambos. Além de todos estes problemas, outras restrições ao comportamento de Carlos Alberto - não divulgadas pela diretoria - foram determinantes para se chegar à dispensa do jogador.

Nem Hulk, nem Nilmar! Falcao marca quatro, e Porto fica mais perto da final


O Porto suou a camisa para bater o Villarreal, no Estádio do Dragão, em Portugal, no jogo de ida das semifinais da Liga Europa. Na tarde desta quinta-feira, os lusos derrotaram os espanhóis por 5 a 1, de virada, e estão bem perto da final do torneio. Nem Hulk, nem Nilmar. O colombiano Falcao Garcia foi quem resolveu a partida com quatro gols a favor dos donos da casa. Guarín fez o outro, e Cani abriu o placar para o "Submarino Amarelo".
A partida de volta acontecerá na próxima quinta-feira, no El Madrigal, na Espanha. O Porto pode perder por até três gols de diferença que estará na decisão. O Villarreal precisa vencer por 4 a 0 ou por diferença de cinco tentos a partir de 6 a 2 para desbancar os rivais. O torneio será decidido em jogo único, em Dublin, na Irlanda. O adversário sairá do confronto entre Benfica e Braga. No primeiro duelo, no Estádio da Luz, os Encarnados venceram os rivais por 2 a 1.
As atenções no Estádio do Dragão estavam voltadas para o duelo entre os brasileiros Hulk e Nilmar, curiosamente também rivais na briga por uma vaga na Seleção de Mano Menezes, que será convocada para a Copa América, no próximo dia 19 de maio. Mas quem brilhou mesmo foi o colombiano Falcao Garcia, que marcou três vezes. 
Villarreal abre o placar na etapa inicial, mas não segura ímpeto dos rivais
Na etapa inicial, Nilmar levou vantagem sobre Hulk. O camisa 7 do "Submarino Amarelo" foi um dos destaques da equipe com movimentações e boas tramas com o italiano Giuseppe Rossi. Logo aos cinco minutos, o brasileiro levou uma pancada de Fernando e ficou caído no gramado. O volante do Porto foi advertido com o cartão amarelo.
Nilmar seguiu tendo uma boa atuação na etapa inicial e foi premiado com um belo passe para o primeiro tento do Villarreal. Aos 45, o camisa 7 cruzou da direita na cabeça de Cani, que só desviou do goleiro Helton para abrir o placar.
Etapa final é marcada por show de Falcao Garcia
E foi a partir daí que Falcao Garcia começou o show particular. Logo aos quatro minutos da etapa final, o colombiano foi derrubado pelo goleiro López dentro da área. Pênalti marcado pelo árbitro. O próprio jogador cobrou e igualou o marcador: 1 a 1.
A virada do Porto aconteceu aos 16 minutos. Guarín recebeu pelo lado direito, entrou na área e chutou para defesa de López. Na sobra, o próprio colombiano, de cabeça, tocou para a rede e virou o marcador. Festa no Estádio do Dragão.
O resultado já era uma boa vantagem do Porto para chegar às finais da Liga Europa. Porém, Falcao Garcia queria mais. E o colombiano fez mais três. Aos 22, Hulk pedalou diante do rival e cruzou para o camisa 9, que só teve o trabalho de escorar para a rede.
Sete minutos depois, após cobrança de falta da direita, Falcao apareceu por trás dos defensores e cabeceou sem chance para López: 4 a 1. O último gol do colombiano aconteceu aos 44 minutos após cobrança de escanteio da esquerda. O artilheiro subiu pouco e testou à direita do arqueiro do Villarreal, dando números finais à goleada. Após o apito final, ele pediu e foi atendido pelo árbitro: levou a bola do jogo para casa.


Cruzeiro faz 2 a 1 no Once Caldas e mantém a rotina na Taça Libertadores

Quem estava acostumado com as goleadas do Cruzeiro na Taça Libertadores, teve que se contentar com um placar mais humilde. Porém, a vitória celeste por 2 a 1, diante do Once Caldas, da Colômbia, em pleno estádio Palogrande, em Manizales, foi suficiente para que o time mineiro ficasse em situação tranquila nas oitavas de final da competição sul-americana. Os gols da Raposa foram marcados por Wallyson e Ortigoza, ambos no segundo tempo. Nuñez descontou para os colombianos.



Wallyson, a propósito, chegou ao sétimo gol na Libertadores e se igualou a Nanni, do Cerro Porteño, do Paraguai, no topo da artilharia da competição. O paraguaio Ortigoza, autor do segundo gol do Cruzeiro, foi um dos responsáveis pela vitória. Ele entrou na vaga de Brandão, que estreou com a camisa celeste, e também deu o passe para o gol de Wallyson.
O Cruzeiro, agora, volta a pensar no Campeonato Mineiro. No domingo, às 16h (de Brasília), na Arena do Jacaré, o time enfrentará o América de Teófilo Otoni, pela segunda partida das semifinais do estadual. Como venceu o primeiro jogo, fora de casa, por 8 a 1, a Raposa poderá perder até por sete gols de diferença, que, mesmo assim, garantirá a presença na decisão.
Pela Libertadores, o Cruzeiro receberá o Once Caldas na próxima quarta-feira, às 21h50m, novamente em Sete Lagoas. Para se classificar, a equipe mineira poderá perder por 1 a 0. O time colombiano precisa vencer por dois gols de vantagem ou por um, desde que marque ao menos três em Minas Gerais. Se vencer por 2 a 1, o Once Caldas leva a decisão para os pênaltis. O vencedor do confronto enfrentará Santos ou América, do México.
Equilíbrio e chances trocadas
O Cruzeiro entrou em campo um pouco diferente da equipe que fez a melhor campanha na primeira fase da Taça Libertadores. O técnico Cuca teve que modificar a equipe e escalou Leandro Guerreiro na vaga de Pablo, que se recupera de uma contratura na panturrilha, e Brandão no lugar de Thiago Ribeiro, que sentiu uma entorse no joelho.
E foi o estreante Brandão quem deu o primeiro susto na equipe colombiana. O atacante recebeu o passe de Wallyson e, na frente do zagueiro, chutou cruzado, para a ótima defesa de Martínez. No lance seguinte, foi a vez de Rentería dar o troco, mas a cabeçada não saiu com potência, e Fábio defendeu sem problemas.
O atacante Moreno foi quem sacudiu de vez a animada torcida do Once Caldas presente no estádio Palogrande. Em um chute da intermediária, Moreno acertou o travessão de Fábio. Pouco depois, Moreno, em nova oportunidade, desperdiçou grande chance ao chutar em cima de Fábio, cara a cara com o goleiro celeste.
Por jogar em casa, o Once Caldas tomava a iniciativa da partida. O Cruzeiro, por sua vez, se fechava e saía apenas nos contra-ataques. Porém, a equipe mineira pecava muito no passe final. Com dificuldades de penetração, os colombianos abusavam dos chutes de fora da área, mas também erravam a direção. Em um dos poucos chutes que foi ao gol, Calle obrigou Fábio a espalmar para escanteio. Pouco depois, Moreno, o mais perigoso do Once Caldas, chutou em cima de Fábio, o grande nome da Raposa na primeira etapa.
Vitória assegurada
O técnico Cuca resolveu mexer no time no intervalo, já que o Once Caldas pressionou bastante no fim do primeiro tempo. Everton entrou no lugar de Roger, que esteve apagado nos primeiros 45 minutos. Assim, Cuca tentou corrigir as investidas do time da casa, principalmente pela esquerda. Everton foi para a lateral, e Gilberto passou a atuar como meia.
A alteração surtiu efeito, e os colombianos tinham dificuldades de atacar pelo setor. A marcação celeste melhorou consideravelmente, o que obrigou o Once Caldas a lançar longas bolas aos seus atacantes, bem anulados pela defesa cruzeirense.
Bem postado, o Cruzeiro aproveitou um contra-golpe e calou o estádio Palogrande, aos 27 minutos. Montillo lançou Ortigoza, que havia entrado no lugar de Brandão. O paraguaio foi à linha de fundo e cruzou na cabeça de Wallyson, que fez o sétimo gol, empatando na artilharia da Libertadores com Nanni, do Cerro Porteño, do Paraguai.
O gol desestruturou o Once Caldas, que partiu com tudo para o ataque em busca do empate. Mas o nervosismo falou mais alto, e o time colombiano errou em demasia. O Cruzeiro ainda conseguiu ampliar, aos 39 minutos. Ortigoza recebeu livre, penetrou e tocou por cima de Martínez. A torcida que estava animada, se calou e deixou o estádio mais cedo.
No fim, o Once Caldas ainda diminuiu. Rentería tabelou, chegou à linha de fundo e fez o cruzamento. Nuñez cabeceou bem, a bola bateu na trave e entrou.

Ganso marca e deixa o Santos a um empate das quartas de final


O Santos não apresentou contra o América-MEX, nesta quarta-feira à noite, um futebol vistoso, com lances brilhantes. Não foi envolvente como costuma ser. Mas venceu. Uma vitória magra, é verdade: apenas 1 a 0. Mas o suficiente para jogar por um empate ou até perder por um gol, desde que marque, na partida de volta pelas oitavas de final da Taça Libertadores, terça-feira, às 22h45m (horário de brasília), em Querétaro, a 221 km da Cidade do México. O América, por sua vez, precisa vencer por dois gols de diferença. Se devolver o 1 a 0, leva a decisão para os pênaltis.
Paulo Henrique Ganso, com uma bomba certeira de pé esquerdo, fez o único gol da partida após receber passe de Neymar. De seu camarote na Vila, Pelé acompanhou a partida. Antes da decisão por uma vaga nas quartas de final, porém, o Santos tem a semifinal do Paulistão contra o São Paulo, no próximo sábado, às 16h (Brasília), no Morumbi.
Ganso, milimétrico
O América entrou em campo sem alguns de seus seus melhores jogadores de frente. Montenegro, Sanchez e Reyna estavam no banco. Filiados à Concacaf (Confederação de Futebol das Américas do Norte, Central e Caribe), os mexicanos jogam a Taça Libertadores, competição sul-americana, como convidados. Como não podem disputar o Mundial de Clubes da Fifa se forem campeões, preferem priorizar o seu campeonato local.
Com seus principais atletas no banco, o técnico Carlos Reinoso optou por um time mais fechado, com duas linhas de quatro fixas. À frente, somente os grandalhões Vuoso e Márquez. A intenção era clara: bloquear as saídas do time santista. Com a bola no pé, a ordem era jogar pelo alto para os dois grandalhões, fixos à frente.
E o Santos não achava brechas para penetrar o muro amarelo. Batia e voltava. Neymar arriscava dribles de efeito, elásticos, pedaladas. Mas nada de os mexicanos caírem nos seus truques. Ganso acertava as viradas de jogo, mas os laterais estavam bem bloquados. Dessa forma, o jogo era concentrado no meio de campo. O Peixe com a bola, e o América se defendendo. No entanto, o primeiro lance de perigo foi dos visitantes, já aos 29 minutos. Quando, enfim, a bola veio pelo alto, Vuoso escorou para Olivera, que vinha de trás. Ele emendou chute forte de esquerda. Rafael espalmou.
O Santos acordou depois desse lance. Como estava difícil entrar tocando, o jeito era arriscar de fora. Danilo fez isso, aos 32. Mas o tiro saiu fraco, rasteiro. Ochoa encaixou sem dificuldades. Era preciso caprichar mais, e isso é especialidade de Ganso. Aos 38, Léo, espertamente, cobrou um lateral rápido e pegou a zaga do América desprevenida. Livre, Neymar recebeu e partiu como um ponta esquerda. Chegando ao fundo, já cercado, acertou o passe para o camisa 10, que vinha atrás. O craque ajeitou e mandou o tiro de esquerda. Nem muito forte, nem muito fraco. Na medida certa para tirar a bola do alcance de Ochoa e fazê-la entrar no canto esquerdo do goleiro. Pelé, em seu camarote, vibrou com o gol de mais recente herdeiro da camisa 10 santista.
América põe titulares e equilibra
No segundo tempo, Carlos Reinoso resolveu colocar em campo Reyna e Sánchez, que entraram nos lugares de Vuoso e Olivera, respectivamente. Com isso, o América ganhou qualidade em sua linha ofensiva. Passou a prender mais a bola na frente e a pressionar o Santos, que se retraiu.

Os jogadores que deveriam tirar o Peixe do sufoco não conseguiam criar muita coisa. Neymar, bem marcado, tinha dificuldades para passar pelos marcadores. A zaga se comportava bem e tirava a bola de trás. Elano e Ganso não conseguiam acertar passes, e a bola sempre ficava com o América. Razão da impaciência da torcida santista.
Nas poucas vezes que acertou uma sequência de pelo menos três passes certos, o Santos levou perigo. Aos 26, Ganso lançou Elano, que invadiu a área e chutou rasteiro. A bola bateu em Ocha. Três minutos depois, Elano lançou Jonathan por trás da zaga. O lateral entrou chutando, mas errou o alvo. Esses foram os únicos lances de perigo em toda uma segunda etapa marcada também por muitas faltas. Layun, por exemplo, abusou e acabou levando dois amarelos e, consequentemente, o vermelho.


Em jogo violento, Cerro empata em 0 a 0 com Estudiantes na Argentina

O Estudiantes teve a confirmação que a torcida esperava: o capitão Verón superou a lesão no tornozelo direito e foi a campo na noite desta quarta-feira para enfrentar o Cerro Porteño, no estádio Ciudad de La Plata, em Buenos Aires, pelo jogo de ida das oitavas de final da Taça Libertadores da América. Mas sua presença não foi suficiente para sua equipe conseguir furar o bloqueio dos visitantes, que, num campo cheio de areia e com entradas muito fortes de ambos os lados, seguraram o placar em 0 a 0 e agora jogam por uma vitória simples para se classificar na partida de volta, no dia 5 de maio, no Paraguai.



Erro brasileiro
O árbitro brasileiro Salvio Spínola Fagundes apitou a partida e não conseguiu coibir as entradas violentas dos dois lados do campo. Além disso, ele deixou de marcar um pênalti claro sofrido pelo meia-atacante Pablo Barrientos, do Estudiantes. Aos 17 minutos do primeiro tempo, o jogador foi derrubado em cima da linha da grande área, mas o juiz, equivocadamente, marcou a falta ao invés da penalidade.
Ainda na primeira etapa, o time da casa assustou também em bicicleta do centroavante Rodrigo López e em cobrança de falta de Pablo Barrientos, que desviou na barreira e obrigou o goleiro Diego Barreto, que já se deslocava para o outro lado, a fazer grande defesa. Mas os visitantes não ficaram só na defesa. No início do jogo, o zagueiro Luis Pedro Benítez conseguiu cabeçada que triscou no travessão e, aos 16 minutos, o atacante Roberto Nanni, artilheiro da competição com sete gols, limpou o marcador dentro da grande área e bateu forte para boa defesa de Agustín Orión.
Retranca e alívio
Embora tenha assustado a meta dos anfitriões, o Cerro Porteño voltou todo recuado para a etapa final, e armou uma barreira que dificultou a vida de Verón e companhia. O Estudiantes só conseguiam chegar em bolas alçadas na área, como nas cabeçadas de Pablo Barrientos e de Rodrigo López que Diego Barreto defendeu sem grandes dificuldades. Sem seu capitão inspirado, o time argentino pecou muito na parte técnica.
Aos 38 minutos, Verón, demonstrando muito cansaço, deixou o campo para a entrada de Leandro Benítez. Nada que mudasse o panorama da partida até os 41 minutos, quando o volante Rodrigo Burgos, em mais uma entrada forte, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com um a mais em campo, o Estudiantes cresceu e teve criou sua melhor chance dois minutos depois: após cobrança de escanteio, Rodrigo López subiu mais que a marcação e cabeceou forte, com a força de um chute, mas a bola foi em cima do goleiro Diego Barreto, que salvou a equipe paraguaia e saiu como heroi da partida.

Jaguares e Barranquila empatam e decidem vaga na Colômbia


Jogando no Estádio Victor Manuel Reyna, em Chiapas, no México, o Jaguares-MEX não conseguiu manter os 100% de aproveitamento em casa, na Libertadores, mas arrancou o empate por 1 a 1 com o Junior Barranquila-COL, após um início desastroso de partida, na noite desta terça-feira. Luis Paez fez o gol dos colombianos, enquanto Jackson Martinez marcou para a equipe mexicana na etapa final.

Com o resultado, o Jaguares joga por uma vitória simples ou um empate sem gols para avançar às quartas de final da Libertadores. O Barranquila, por sua vez, precisa vencer ou empatar, desde que as duas equipes façam pelo menos dois gols. Novo empate por 1 a 1 leva a decisão da vaga para a disputa por pênaltis. O jogo acontece no dia 5 de maio, no Metropolitano Barranquilla, na Colômiba. Quem passar enfrenta o vencedor do confronto Estudiantes-ARG x Cerro Porteño. Nesta terça-feira, os clubes empataram sem gols, na primeira partida, na Argentina.
Barranquila tem início arrasador
Desde o início da partida, o time do Junior Barranquila provou que não estava intimidado pelos 100% de aproveitamento do Jaguares no Estádio Victor Manuel Reyna, nesta Libertadores. Com uma postura ofensiva, a equipe colombina partiu para o ataque e não demorou a abrir o placar. Logo aos seis minutos, o atacante Luis Paez recebeu livre de marcação na área e colocou o Barranquila na frente.
Mesmo com a vantagem, a equipe colombiana não recuou e seguiu melhor em campo. Tanto, que o técnico do Jaguares, José Guadalupe Cruz, sacou o defensor Cabrera para mandar a campo o meio ofensivo Alan Zamora, com apenas 22 minutos da primeira etapa.
A mudança surtiu efeito e o Jaguares conseguiu equilibrar a partida, criando boas chances de gol no primeiro tempo. Mas foi na etapa derradeira, aos 11 minutos, que o time mexicano empatou, com um gol de Jackson Martínez, completando de cabeça o cruzamento do próprio Alan Zamora.
Após igualar o marcador, o Jaguares cresceu ainda mais no jogo, pressionou em busca da vitória que manteria intacto os 100% de aproveitamento em casa, mas esbarrou na falta de pontaria de seus atacantes.