O caldeirão do Argentinos Juniors não tem este nome por acaso. Foi no modesto clube portenho que o maior jogador da história do futebol argentino deu seus primeiros chutes como profissional, ainda adolescente. Após a reforma a que foi submetido o estádio, em 2003, o nome de Dieguito passou a batizar o local.
No campo, que mede 100x76 metros (o Engenhão, por exemplo, tem 105x68 metros), o técnico Enderson Moreira comandou uma atividade leve nesta terça. Ele dividiu o grupo em três times, que exercitaram o toque de bola (cada atleta só podia tocar uma vez). Depois, o grupo treinou finalizações. Enderson deve repetir a equipe que derrotou o Nova Iguaçu, por 1 a 0, no último domingo. A única dúvida, segundo o próprio treinador, é o companheiro de Fred no ataque. Araújo e Emerson disputam a vaga.
Nas arquibancadas, 15 torcedores do Fluminense acompanharam o treinamento (para o jogo, são aguardados entre 700 e 1.000 tricolores no estádio). Dentre eles, dois em especial chamaram a atenção: o engenheiro Dumont Caldas e a filha, Maria Vitória, que tem dez meses e é nascida na Argentina. Seria o nome da menina um bom presságio para o Flu?
- Ela nasceu ano passado e já foi campeã brasileira. Esperamos que dê sorte de novo - disse Dumont, que mora em Buenos Aires e é casado com uma argentina.
A bola rola para Argentinos Juniors x Fluminense às 21h50m desta quarta-feira, com transmissão do SporTV. Ao Tricolor, só a vitória interessa. Além de conquistar os três pontos, o time ainda precisa torcer para que o América-MEX bata o Nacional, em Montevidéu. No caso de empate entre uruguaios e mexicanos, o Fluminense precisa vencer por dois ou mais gols de diferença. Vitória do Nacional elimina o Tricolor.
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